sexta-feira, 25 de maio de 2012

self service - almudena lópez-calafate.








Depois da viagem pelo quarto de Almudena López Calafate, na capital espanhola, a produtora de moda fez-nos ainda um roteiro dos seus indispensáveis no que respeita à beleza.

Descobrimos que o que mais gosta é de cuidar dos seus cabelos pintados, mas os vernizes também a fazem suspirar. Na maquilhagem, evita grandes aventuras e, por isso, partilha alguns truques para aligeirar o impacto do produtos. Curiosas?

"Adoro produtos de cosmética, apesar de não me maquilhar muito: só corretor de olheiras, blush e algo nos lábios. Mas há dias que também não uso nada. No Inverno, sim, coloco alguma base. Este ano, utilizei Healthy Mix da Bourjois - adoro, é muito ligeira."

"Apesar de ter imensos batons, os meus favoritos - e os que utilizo mais - são o Rouge Coco Shine #63, da Chanel e Rouge Pur Couture #13 de YSL."

"Quanto ao corretor, estou a usar Erase Paste da Benefit, é muito bom e praticamente não saio de casa sem ele!"

"Nas pestanas não costumo usar máscara, mas quando o faço, não gosto que fique muito marcado, por isso habituei-me a retirar a maior parte do produto da escova, com um lenço, antes de aplicar. Além disso, só coloco a máscara na ponta das pestanas."

"O que mais gosto de cuidar é do cabelo. Uso champô para cabelos pintados da Korres e a máscara Aveda Damage Remedy. E ainda um óleo da Kérastase para as pontas, que se chama Elixir Ultime. Quando tenho tempo, gosto de usar rolos quentes da BabyLiss."

"No rosto, além do hidratante e contorno de olhos, adoro usar as cápsulas da Elizabeth Arden, Ceramide Gold Ultra Restorative Capsules. Adoro utilizar água micelar para desmaquilhar e, além disso, tenho um creme de limpeza da Eve Lom que é alucinante!"

"Os vernizes são outra das coisas que adoro. Sou uma grande fã da marca Mavala, sobretudo as cores Nice e Varna. Também gosto da Essie, acabo de descobrir a cor Meet me at Sunset, é um vermelho alaranjado, lindo. Outra marca que gosto é a Masglo, tem tons muito giros e uns nomes divertidíssimos."

"Adoro colónias muito suaves, a minha favorita é Fleur d'Oranger 27, da Le Labo. Apesar de agora estar a utilizar Eau de Toilette Castille da Penhaligon's. Este Inverno, pela primeira vez, utilizei um perfume mais forte, Ambre Gris, da Balmain."


© photography Sara Gomes
© text Carolina Almeida
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

heritage.

Pedro Matos exhibition catalogue features some of the photos i took of him/his work at Ivory & Black gallery in London.
the exhibition will be there till the 9th June.







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sexta-feira, 11 de maio de 2012

room service - almudena lópez calafate.










A madrilena Almudena López Calafate é daquelas pessoas que nos enche o imaginário de símbolos e histórias, tanto pelos longos cabelos ruivos, como pelo seu nome, de catedral.
Não se vê a viver num quarto minimalista, é fã incondicional dos anos 70 e a sua lista de ícones inclui inúmeras actrizes e personagens de filmes dessa época. Estudou Gravura e Estampagem, mas cedo se dedicou à produção de moda e há sete anos que é stylist na revista Yo Dona, suplemento do jornal espanhol El Mundo.

Se estas fotografias tivessem som, a melodia que estaria a tocar seria Belle & Sebastian, misturado com o ruído da chuva a cair lá fora...conseguem imaginar?

O que gostas mais no teu trabalho enquanto stylist?
Viajar e poder inventar histórias e personagens para cada editorial.

Onde procuras inspiração?
Quase sempre em algum filme ou personagem de um livro...

Tens algum estilo que gostes particularmente, em termos pessoais e profissionais?
Os anos 70, sempre. E o estilo masculino!

Posso partir do princípio que és uma apaixonada pelo mundo das revistas, certo? Quais estão no teu top?
Humm... a Kids Wear, Lula, Jalouse, Papier Mache, Frankie...

E quanto aos teus ícones, podes falar de alguns?
Adoro actrizes, tanto elas mesmas como as suas personagens nos filmes, sobretudo das décadas de 60, 70 e início dos anos 80. Desde Mia Farrow, em Rosemary's Baby; Geraldine Chaplin, em Peppermint Frappé; Ali MacGraw, em The Getaway; Anna Karina em Pierrot le Fou ou Made in USA; Cybill Shepherd, em The Last Picture Show; Sissy Spacek, em Badlands; Isabelle Adjani, em Possession...Jodie Foster e Jennifer Connelly quando eram jovens...Monica Vitti, Charlotte Rampling, Diane Keaton...uff...muitas! Também gosto de cantores como Cecilia, Françoise Hardy, Nico, Mina, Linda Ronstadt....

O que é que faz deste quarto, o teu quarto e de mais ninguém?
Sempre tive tendência a acumular muitos objectos no quarto, todas as minhas coisas de forma geral: livros, discos, quadros, posters, bonecos, figuras...muitas coisas nas paredes e nas estantes, pelo chão.. a verdade é que não me imagino num quarto minimalista...!

Gosto particularmente das letras e números da cómoda. És uma fã deste tipo de objectos?
(risos)...sim, adoro! Coleciono-os há bastante tempo.

E ainda gosto mais dos vários Bambis, super mimosos, que tens espalhados pelo quarto. Fazes colecção?
Gosto muito, ando sempre à procura de um novo pelos mercados e feiras. Comecei por acaso, mas entretanto fui recompilando-os pouco a pouco.

O que gostas mais no teu quarto?
Adoro o facto de ser bastante grande e que tenha uma lareira, apesar de não funcionar. Adoro ter espaço não só para a cama, mas também para um sofá, onde posso ver filmes. Além disso, tem uma luz muito bonita...é uma pequena casa dentro da minha casa!

Tens algum objecto que consideres mais especial?
Um candeeiro antigo com passarinhos de porcelana, que os meus amigos Biel e Cristina me ofereceram pelos anos. Enviaram-mo numa caixa e quando recebi foi uma grande emoção. Também gosto muito de um mapa de geografia dos anos 70 que a minha mãe me deu.

Como era o teu quarto em criança?
Dividia-o com a minha irmã mais nova, dormíamos numa cama-gavetão e tínhamos uma pequena mesa para desenhar e cestos com um monte de bonecos! Era simples...adorava um armário que era estofado a cor-de-laranja.

Como é o quarto dos teus sonhos?
Gostava muito de ter um quarto que desse para um pátio o um jardim!

© photography Sara Gomes
© text Carolina Almeida
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

instagram.

         

im using more digital than i d like to these days.
username: tsbh



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sexta-feira, 20 de abril de 2012

room service - rita red shoes.











A esperança de encontrá-la nos seus sapatos vermelhos e a cantarolar desapareceu facilmente quando a porta se abriu. Os sapatos vermelhos estavam lá, sim, mas a descansar no meio do brilho de outras histórias.
 Daquelas que se vivem em palcos e entre instrumentos musicais. O primeiro palco de Rita foi o do teatro do liceu, ao leme de uma bateria. Mas quando se acrescenta 'Redshoes' ao nome, dispensam-se as restantes apresentações. Dificilmente o universo de um músico (e neste caso são dois!) pode caber todo dentro de um quarto. Por isso, preferimos ficar ali, perdidas entre as guitarras e as violas, os pianos e a bateria elétrica, a conversar sobre o quarto, livros, música e...as coisas que fazem parte da sua vida.



O que representa para ti o quarto enquanto divisão?
A minha perceção de quarto mudou um pouco desde que me juntei. Porque antigamente, e quando eu vivia com os meus pais, o quarto foi sempre o meu espaço. Era o sítio onde eu tinha as coisas mais pessoais, os livros, os discos, etc. Como sou uma pessoa muito caseira, passava imenso tempo no quarto. Quando nos juntamos com alguém, isso muda um bocadinho. Porque, de repente, são dois universos que se juntam. Portanto o meu (nosso) quarto é muito mais simplificado. Nem é tão feminino, claro, por isso optei por encontrar outros espaços na casa onde ter as minhas coisas. Mas é sempre um sítio especial...

O que não dispensas no teu quarto?

Livros!

Qual é o livro que estás a ler neste momento?
Jane Eyre, da Charlotte Brontë. Mas tenho uma pilha enorme de livros que vou comprando – Ah! E eu compro quase tantos livros como discos! – e então olho para a mesa de cabeceira e dá-me aquela depressão de pensar que não tenho tempo para ler...

Sei bem o que é isso... e porquê este livro?
Este é um livro que já queria ter lido há muito tempo. Mas vem um bocadinho da ideia deste último espetáculo, porque foi escrito no final do século XIX, por uma mulher muito à frente para o seu tempo e chocou imenso a sociedade na altura. Estou a adorar!

As leituras acompanham, então, o teu trabalho na música, é isso?
Sim, mesmo no segundo disco, no período de composição, eu li imensos livros que, determinantemente, influenciaram o disco.

E isso de comprares tantos livros quantos discos, é mesmo verdade?
Sim! Mais do que os discos, são os livros (ou a pintura ou a fotografia) que me inspiram e influenciam. Às vezes, mais do que a própria música.

Pintura, fotografia...isso são universos muito visuais. És também uma pessoa que vive de imagens?
Sim, muito. Conheço inúmeros músicos e a cabeça de cada um varia muito na forma como compõem ou tocam. Há músicos muito mais ligados às notas, mas eu não sou nada assim. E às vezes, na explicação aos outros, não é fácil (risos)!

É como se a música surgisse como uma série de imagens...
Precisamente. Com os arranjos de uma música funciona mesmo desta maneira. Uma imagem de alguma coisa fria, vou associar a uma nota ou um instrumento. Eu componho e arranjo muito desta forma. E portanto esta ligação às vezes é complexa. Embora a música seja tão etérea que acaba por ser natural também.

Daí o gosto pela fotografia (e a julgar também pelas várias máquinas vintage que já ví por aí). Gostas de ter fotos no quarto?
Tanto eu como o Paulo adoramos tirar fotografias e estamos sempre a dizer que temos de tirar um curso para usar as máquinas todas... mas não temos nenhuma formação, é mesmo por gosto. No meu outro quarto tinha imensas fotos e muitas coisas coladas na parede. Estou lentamente a tentar trasladar algumas para aqui (risos). Agora não tenho muitas... uma do meu avô, que fez 85 anos – que achei que era um marco importante! – e porque é uma personagem muito curiosa...tenho também dos meus pais e do meu irmão. As outras estão espalhadas pela casa.

O que gostas mais no (vosso) quarto?
A minha mesa-de-cabeceira. Primeiro porque tem os meus livros e depois porque está em construção, para colar as tais coisas... (risos)

Costumas mudar a decoração do quarto com frequência?
A minha adolescência foi estranhamente surreal a esse nível, porque eu todas as semanas mudava a disposição dos móveis. Não sei porquê...mas a minha mãe também gostou sempre muito de decoração. Acho que eu tentava construir várias casas dentro do meu quarto (risos)...

Assim estavas todas as semanas num quarto novo!
Sim, exato. Era terrível quando o meu pai entrava lá à noite, porque chocava sempre contra algum móvel (risos). Mas era divertido! Mudava por feeling, porque nunca fui de comprar revistas de decoração. Aliás, não gosto nada de casas super arrumadas e estilizadas.

Faz sentido, visto que há pouco te confessaste como uma verdadeira recolectora.
Sim, completamente. Trago tudo para casa e guardo tudo, desde postais, notinhas que o meu pai, a minha mãe ou minha avó me deixavam... até um capacete das obras uma vez trouxe da rua... (risos).

Porque é que achas que és tão ligada a essas coisas?
Gosto de as ter próximas de mim e uso-as, talvez, para construir estas tais histórias na minha cabeça. Aliás, uma das coisas que gosto de fazer involuntariamente é olhar para as coisas que as pessoas têm e imaginar a sua casa ou a sua história. É um lado muito vivo em mim.

O que é que aprendeste com a tua profissão?
Acho que esta profissão tem várias coisas muito boas, e eu não gostava de ter outra profissão no mundo, mas há algo que, nos últimos tempos, tem-se tornado mais presente para mim. É que, embora toquemos com outras pessoas e haja uma exposição do nosso universo aos outros, é uma profissão muito virada para dentro, de pesquisa, introspetiva, o que é algo que desgasta muito. E nos últimos tempos tenho pensado que preciso de encontrar, neste universo, uma forma de “abrir” sem que eu seja o centro da minha música. Há momentos em que música fica num sítio onde não deve ficar... antes era muito mais inocente relativamente a determinadas coisas e quero regressar a essa inocência. O que me levou a tocar foi o prazer. E é isso que é importante!

Se a tua vida fosse uma banda sonora, que género musical seria?
Hum...talvez um mix entre música contemporânea, com um ligeiro rock'n'roll, a puxar para o punk... mas com um sentido melódico muito presente.

© photography Sara Gomes
© text Carolina Almeida
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

prints for sale.



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